Representando a Ong Maria do Ingá, a advogada Claudete Gomes proferiu a palestra "Lei Maria da Penha: 15 anos de avanços" para integrantes do Rotary Clube Parque do Ingá.
quarta-feira, 11 de agosto de 2021
sábado, 31 de julho de 2021
Ong participa de evento Dia Estadual de Luta Contra o Feminicídio
Na manhã fria desse sábado, as integrantes da Ong Maria do Ingá, Maria Madalena Dias (coordenadora), Claudete Gomes e Tania Tait participaram de evento promovido pela Secretaria de Política para Mulheres (Semulher). O evento marca o dia 22 de julho que é o dia estadual de luta contra o feminicídio.
Participaram além da Semulher, entidades ligadas aos direitos das mulheres (Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, Resistrans, AMLGBT, Ong Maria do Ingá) e a Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal
A coordenadora da Ong professora Maria Madalena, que também representou o Fórum Maringaense de Mulheres nessa manhã, frisou a importância de eventos como esse para chamar a atenção da sociedade diante do aumento dos casos de feminicídio.
Para Terezinha Pereira, a parceria com os movimentos sociais e a Procuradoria da Mulher tem sido relevante para aprimorar a rede de prevenção, atendimento e acolhimento às mulheres em situação de violência. A secretária informou, também, que esse evento acontecerá todo mes, uma vez em cada praça da cidade.
Além das falas das participantes no evento, houve,também, apresentações artísticas por artistas mulheres.
Ao final do evento, as participantes fizeram uma ciranda de roda e soltaram balões com sementes de girassol.
terça-feira, 20 de julho de 2021
Ong promove live "A luta das mulheres negras, latino-americanas e caribenhas"
Dia 25 de julho possui duas grandes formas para chamar a atenção da sociedade sobre a opressão de raça e gênero pelos quais sofrem as mulheres negras.
A primeira é o Dia Internacional da Mulher Negra
Latino-Americana e Caribenha, criado em 1992 na República Dominicana,
reconhecido pela ONU.
A segunda acontece no Brasil. Desde 2014, foi instituído por meio da Lei nº 12.987, o dia 25 de julho como o Mulher Negra e Dia Nacional de Tereza de Benguela. Tereza de Benguela foi líder quilombola e é um símbolo de luta e resistência do povo negro.
Pelas
estatísticas, a mulher negra é, ainda hoje, a principal vítima de
feminicídio, das violências doméstica, obstétrica e da mortalidade
materna. Além disso, recebe os menores salários e foi a mais afetada na
pandemia pelo desemprego e falta de geração de renda. De acordo com o
Anuário da Segurança Pública lançado recentemente, 61,8% das mulheres
mortas em 2020, eram negras.
Para tratar de tema tão relevante, a Ong
Maria do Ingá realizará no dia 25, a live: "A luta das mulheres negras
latino-americanas e caribenhas", com as debatedoras, a militante do
movimento negro, Haide Maria de Jesus e a professora de História na UEM,
Ana Lucia da Silva, com mediação da psicóloga Naiara Calvi Oliveira,
integrante da Ong Maria do Ingá.
O evento será transmitido pelo Facebook Ong Maria do Ingá, as 19 h, no dia 25 de julho.
terça-feira, 15 de junho de 2021
"Violência patrimonial contra a mulher" será tema de live da Ong Maria do Ingá
A Ong Maria do Ingá Direitos da Mulher convida para a live com o tema "Características e consequências da violência patrimonial contra a mulher". Será dia 22 de junho as 19h30 pelo Facebook da entidade. O tema será tratado pelas advogadas Claudete Gomes e Alana Marquezini e pela psicóloga Aline Pessuti.
A Lei Maria da Penha ( Lei 11340/2006) tipifica 5 tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher: física, psicológica ou emocional, sexual, moral e patrimonial, as quais são consideradas crimes.
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Por uma mulher delegada na Delegacia da Mulher de Maringá
A Ong Maria do Ingá Direitos da Mulher, que existe desde 2001 com atuação na área de direitos da mulher, vem a público reforçar a solicitação do Fórum Maringaense de Mulheres, do qual é integrante, de uma mulher para comandar a Delegacia da Mulher de Maringá (DMM).
A legitima reivindicação do Fórum Maringaense de Mulheres está respaldada na lei e é obrigação do governo acata-la.
A presença de mulheres delegadas se deu em atendimento à solicitação dos movimentos de mulheres de todo o Brasil com o objetivo de garantir o acolhimento e evitar que s mulheres em situação de violência se sintam intimidadas por ter de contar a outro homem sobre a agressão sofrida.
O sucesso da implantação das Delegacias da Mulher como uma das ações para o combate à violência contra a mulher é reconhecido faz décadas. Em Maringá, a DMM sempre esteve sob o comando de delegadas.
Por outro lado, sabe-se que as delegacias da mulher são em número reduzido no Estado do Paraná e que as que existem padecem de problemas de infraestrutura e de recursos humanos por falta de investimentos dos governos no combate à violência contra a mulher.
Nesse sentido, o Fórum Maringaense de mulheres nunca se eximiu e sempre cobrou das autoridades o aumento do efetivo, o funcionamento da delegacia da mulher 24 horas por dia, também nos feriados e finais de semana, o deslocamento da delegacia da mulher para área central da cidade, entre outras. Além de cobranças documentadas enviadas aos órgãos competentes, o Fórum organiza eventos e passeatas pelo basta de feminicídio, pelo fim da violência contra a mulher e pelos direitos das mulheres.
Sempre com muita responsabilidade e aglutinando mulheres que comungam do mesmo espírito de igualdade e contra toda forma de discriminação, o Fórum Maringaense de Mulheres é reconhecido por sua atuação firme na defesa dos direitos das mulheres.
Diante de todo esse histórico de lutas do Fórum Maringaense de Mulheres criado em 2013, a Ong Maria do Ingá se soma a reivindicação de que a Delegacia da Mulher seja comandada por uma mulher delegada.
Esta é uma responsabilidade do Governo!
quarta-feira, 9 de junho de 2021
Ong participa de reunião dos movimentos de mulheres com a Semulher
A Ong Maria do Ingá esteve presente na reunião dos movimentos organizados de mulheres com a Secretaria da Mulher, realizada dia 08/05. A reunião coordenada pela secretária da Mulher Terezinha Pereira com o objetivo de discutir o Plano Municipal de Políticas para Mulheres.
A secretária da mulher Terezinha agradeceu a presença das representantes do movimento de mulheres, ressaltou a importância e destacou o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelas mesmas.
Participaram as integrantes da Ong: Maria Madalena Dias (coordenadora), Claudete Gomes, Eva Santos, Josiane Pinheiro, Tania Tait e Valquiria Francisco. Todas também tem atuação em outras entidades, respectivamente, CEVIGE-OAB, Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, Conectadas-UEM e Fórum Maringaense de Mulheres, as quais também estavam com representação na reunião.
Fórum Maringaense de Mulher repudia nomeação de homem para Delegacia da Mulher
O Fórum Maringaense de Mulheres vem a público repudiar a nomeação de um homem para a Delegacia da Mulher de Maringá.
Maringá é uma cidade com história de luta e conquistas das mulheres maringaenses, com parceria entre entidades da sociedade civil organizada em movimentos de mulheres e o poder público para o estabelecimento de políticas púbicas para as mulheres.
As Delegacias da Mulher (DM) desde sua criação nos anos 1980 fazem parte de uma estrutura organizada de combate à violência contra as mulheres. O fato de se ter uma delegada mulher possibilita que a mulher em situação de violência se sinta acolhida para relatar a violência sofrida, seja um estupro, uma agressão, um assédio ou outras formas.
Portanto, nosso repúdio é no que se refere a representatividade de gênero, e que um delegado homem (seja ele quem for) implica diretamente no recuo das mulheres em denunciar, pois, a figura masculina pode se tornar um "gatilho" para as vítimas, ou seja ser associada ao agressor e inibir a denúncia por parte da vítima.
Não discutimos a competência e o profissionalismo do delegado, o que discutimos é a afronta a uma luta histórica do movimento organizado de mulheres para que exista uma Delegacia da Mulher comandada por uma mulher para o acolhimento das mulheres em situação de violência.
Que seja revogada a nomeação do delegado para a DM e que a cidade de Maringá tenha uma delegada da mulher como sempre teve desde os primórdios da criação da DM.
























