quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Coordenadora da ONG fala na Tribuna da Câmara de Vereadores

No dia 06 de agosto, a coordenadora da ONG Maria do Ingá, professora Tania Tait fez uso da tribuna da Câmara Municipal de Maringá, como Presidente do Conselho da Mulher de Maringá, a convite dos vereadores Carlos Mariucci e Mario Hossokawa para falar sobre a Lei Maria da Penha que completou 13 anos no dia 07 de agosto. 
Em sua apresentação, a professora ressaltou a necessidade de que sejam tomadas medidas importantes como: aumento do número das delegacias da mulher e do efetivo, aumento do orçamento das secretarias da mulher e órgãos de atendimento às mulheres em situação de violência, qualificação dos profissionais com vistas a atendimento humanizado, IML 24 horas e com médicas mulheres para registro das lesões, delegacias da mulher funcionando 24 horas e nos finais de semana e feriado. Essas medidas são algumas das ações solicitadas pelo movimento feminista, pelo movimento organizado de mulheres e por autoridades vinculados ao combate à violência contra a mulher. Junte-se a essas solicitações, a necessidade de uma mudança cultural em que o machismo deixe de existir pois a ele são atribuídos os crimes de violência cometidos contra as mulheres, de acordo com Tania.
Estiveram presentes as integrantes da ONG, Maria Madalena Dias (Presidente do Forum Maringaense de Mulheres) e Sonia Versari (representando a ONG) e a Gerente de Igualdade Racial Cleuza Theodoro.











terça-feira, 6 de agosto de 2019

Representação da ONG Maria do Ingá na 16. Conferência Nacional de Saúde






Valquiria Francisco, secretária da ONG Maria do Ingá -Direitos da Mulher é delegada pelo Estado do Paraná, representando a ONG, na 16a Conferência Nacional de Saúde (8a+8) Democracia e Saúde. Considerada o maior evento de participação social do Brasil a conferência está sendo realizada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, de 04 a 07 de agosto e tem como objetivo   debater e deliberar melhorias voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de cinco mil pessoas participam da conferência representando todos os Estados brasileiros.
O símbolo "(8a+8)" remete a 8a Conferência Nacional de Saúde que foi o marco da criação do SUS. De acordo com Valquiria: "hoje com as políticas do atual governo temos que lutar para que o SUS seja mantido com o financiamento adequado às políticas de saúde Pública de qualidade, igualitária e universal."

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Mulheres acompanham o Plano Diretor de Maringá

A coordenadora da ONG Maria do Ingá, professora Tania Tait participou da primeira reunião do Grupo de Acompanhamento do Plano Diretor de Maringá. A Professora representa o Conselho Municipal da Mulher como titular  no grupo junto com a professora Cristina Gabriel de suplente.
O Plano Diretor é um espaço importante para discussão e propostas de ação sobre o que se deseja para a cidade. Maringá tem previsão de aumento de 70.000 pessoas em sua população para a  próxima década e necessita de uma análise de seu plano diretor. A cidade deve ser sustentável, respeitar o meio ambiente, ser inteligente e inclusiva. Ao ser inclusiva deve englobar seus moradores mulheres, negros, indígenas, portadores de deficiência e outros que porventura aqui se estabeleçam.
É um grande desafio para as mulheres participar desse debate protagonizado por uma maioria de homens, brancos e de posses. Nesse sentido, o olhar das mulheres se torna relevante para que a inclusão seja realmente efetivada no espaço da vida na cidade.

Foto: Tania Tait e Cristina Gabril na reunião de 05/08/2019

quarta-feira, 31 de julho de 2019

ONG conclui formação na Unidade Básica de Saúde

Hoje a ONG Maria do Ingá concluiu as atividades realizadas na UBS-Unidade Básica de Saúde-Requião/Guaiapó. Foram três encontros de muito aprendizado e experiência. Agradecemos à equipe da UBS pelo convite e pelo pronto atendimento. 
Agradecemos às mulheres maravilhosas que fazem parte do grupo atendido pela UBS e as atendentes das unidades. 
Nessa última etapa, como parte da formação, as mulheres apresentaram o resultado da atividade e compartilharam sua experiência com as demais. Nos emocionamos com os depoimentos e com o resgate da vida dessas mulheres, as quais, muitas vezes, nem entendiam que o que sofriam era violência. 








 Fotos: Elaboração e apresentação dos trabalhos, 31/07/2019
 
Falar da Lei Maria da Penha é sempre importante quando as mulheres percebem que o que sofrem ou sofriam é crime e está na lei. Mesmo as mulheres que não sofrem violência podem auxiliar outras mulheres.
Pela ONG Maria do Ingá participaram as integrantes Tania Tait, Ana Carla Tait Romancini, Jessica Magno e Josiane Pinheiro. Contamos também com a participação da Claudete.


quinta-feira, 25 de julho de 2019

Formar e Informar na área de direitos da mulher

Continuando as atividades realizadas com grupo de mulheres na Unidade Básica de Saúde Requião/Guaiapó, a Ong Maria do Ingá com as integrantes professora Tania Tait e advogadas Ana Carla Tait Romancini e Andréia Monteiro, realizaram palestra sobre os tipos de violência doméstica configuradas na Lei Maria da Penha.
Após a exposição iniciou-se o trabalho de oficina no qual as mulheres respondem a questionamentos por meio de colagens em cartolina para posterior apresentação. Essa metodologia faz parte da missão da ONG de formar e informar na área de direitos das mulheres. 
O Informar se configura nas palestras, cursos e redes sociais. 
O Formar se caracteriza pelo protagonismo e empoderamento das mulheres ao analisar a situação das mulheres e realizar apresentações de suas avaliações nos comentários em grupo e na apresentação final, na qual cada mulher se expressa de acordo com o que considerar importante.
Dessa forma, as mulheres iniciam a construção de serem donas de suas próprias histórias e a refletir sobre seu papel em nossa sociedade. As falas das mulheres confirmam a necessidade de estarmos próximas, solidárias e não nos isolarmos.
Foi a partir de palestras e cursos da ONG que surgiu a idéia de criar núcleo da mulher em um sindicato, que mulheres resolveram estudar, se fortalecer e dar o rumo que melhoria suas vidas, que problemas levantados foram levados ao Conselho da Mulher, entre tantas outras ações. Portanto, não se trata apenas de falar, mas a partir da fala, ouvir, compreender e agir.
As vezes uma simples palavra pode contribuir para salvar uma vida. E uma vida salva faz com que o trabalho voluntário da ONG Maria do Ingá tenha valido a pena.
As palestras, cursos e oficinas são sempre um grande aprendizado pois estar com as mulheres e suas histórias de vida nos enriquecem.









Fotos: Andréia Monteiro, 24/07/2019

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Ong em atividade na Unidade Básica de Saúde

Nesta manhã de 17/07, as integrantes da ong Maria do Ingá, Tania Tait, Jessica Magno e Ana Carla Tait Romancini realizaram atividade pela ong na Unidade Básica de Saúde - UBS   Requiao/Guaiapó com mulheres da região. O tema da palestra foi a historia (de violências) das mulheres brasileiras. Agradecemos o convite e a oportunidade de estarmos na formação com essas mulheres maravilhosas.





Fotos: palestra, alongamento e apresentação das mulheres.

terça-feira, 4 de junho de 2019

O elo entre um jogador de futebol e um DJ: a violência contra a mulher


Detentores de duas profissões distintas na sua atividade mas iguais em promoção e contato com público, um jogador de futebol e um DJ protagonizaram nessa semana uma situação, infelizmente, corriqueira na sociedade brasileira: a violência contra a mulher.
Sem entrar no mérito da justiça que se encarrega de apurar os fatos para inocentar ou culpar as pessoas envolvidas, o fato gritante é que, mais uma vez, as relações amorosas se tornam palco de discórdia e violência.
Mais uma vez, homens partiram para o ataque covarde contra as mulheres pois certamente são fisicamente mais avantajados que as mesmas e podem dispor dessa força física. Tristemente, mais um homem jovem agride sua companheira, tenta mata-la e se suicida depois da violência praticada.
Os dois jovens protagonizaram duas situações de violências distintas mas que envolveram relacionamento íntimo entre homens e mulheres.
A história se repete e as pessoas tecem críticas às mulheres. Estejam mortas ou vivas, machucadas ou não, as mulheres constantemente são taxadas de vagabundas, aproveitadores, entre outros impropérios na tentativa de desqualificar a vítima mulher e transforma-la em culpada do ato violento que elas sofreram.
Independente do resultado da apuração da situação de violência pela polícia, os danos são imensos: vidas são perdidas, profissões abaladas e famílias destruídas.
Num país como o Brasil em que as mulheres sofrem violência de todo tipo, em qualquer lugar, seja em casa ou na rua, parece que a violência se banalizou, a despeito de existirem leis mais rigorosas como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminícidio.
O machismo enrustido, certamente, é o fator motivador para tanta violência visto que considera que a mulher seja propriedade do homem, desde que nasce.
O que impressiona é que, quando a violência contra a mulher acontecia nas gerações mais antigas era entendido pelo fato da ignorância e da formação da sociedade que dava aos homens o controle sobre as mulheres.  No entanto, com o passar das décadas e a presença forte da mulher no mercado de trabalho e na formação educacional, a situação mudou e as mulheres passaram a ser protagonistas de suas vidas. Assim, se pensava que a postura machista ficaria no século passado.
Mas, não foi o que aconteceu. Homens jovens estão agredindo e matando suas companheiras como se elas fossem suas propriedades. Talvez um estudo psicológico pudesse auxiliar no que acontece com essa nova geração de homens que, a princípio, foi criada sem entender o significado da palavra “Não”. Portanto,  ao ouviram “não” de uma mulher, alguns homens agem como agiam seus antepassados.
O Brasil vinha crescendo em civilidade a partir do cumprimento da Constituição Federal, corretamente chamada de “Constituição Cidadã” que prega, inclusive que “mulheres e homens são iguais em direitos e obrigações”.
Também, tem algo muito errado nesse país que, de uns tempos para cá, começou a cultivar o ódio, que se espalha pelas ruas, pelas casas, pelas escolas...parece que as pessoas estão perdendo a noção do certo e do errado.
Faz-se necessário um retorno ao equilíbrio. Não se pode permitir a barbárie que está tomando conta do país.
Texto publicado pela professora Tania Tait em www.taniatait.com.br, de 04/06/2019.