domingo, 23 de fevereiro de 2020

Ong recebe título de utilidade pública municipal

No dia 19 de fevereiro na sala de reuniões da Prefeitura a Maringá, a ong Maria do Ingá recebeu das mãos do vice-prefeito Edson Scabora e do vereador Carlos Mariucci, o título de utilidade pública municipal.
Na cerimônia participaram o vice-prefeito Edson Scabora, o vereador Carlos Mariucci autor da lei em parceria com o vereador Mario Verri, a Secretária da Mulher, Cláudia Palomares, o Secretário de Ação Social e Cidadania, Ailton Morelli, a Presidente do Conselho da Mulher, Ana Nerry, os assessores Luis Antonio, José Alfredo e João Almeida, bem como convidados. 
















Pela Ong Maria do Ingá estavam presentes as integrantes: Tania Tait (presidente), Valquiria Francisco, Zica Franco, Ana Carla Tait Romancini, Josiane Pinheiro e Claudete Gomes. O título foi reconhecimento pelos 15 anos de atuação da entidade em defesa das políticas públicas para mulheres. Em sua fala, a presidente Tania, agradeceu e fez um breve relato da história da Ong e da realização das atividades bem como dos eventos anuais tradicionalmente realizados. Ao final da cerimônia, o documento foi assinado pelo vice-prefeito Scabora, pelo vereador Mariucci, pela presidente da Ong, Tania Tait e pelos secretários municipais Claudia Palomares e Ailton Morelli.

Ong Maria do Ingá participa do Conselho da Mulher!

No dia 17 de fevereiro aconteceu a posse do Conselho da Mulher de Maringá para a gestão 2020-2021. A professora Tania Tait, coordenadora da Ong e ex-presidente do Conselho fez a transmissão de posse. 
As integrantes da Ong Maria do Ingá, a advogada Ana Carla Tait Romancini e a estudante Jessica Magno tomaram posse como representantes da Ong no segmento movimentos organizados de mulheres. A advogada Ana Carla também atua na comissão de gênero e diversidade da OAB. A estudante Jessica é, também, presidente da ong Resistrans, sendo a primeira trans a assumir uma cadeira no Conselho da Mulher de Maringá. A professora Josiane Pinheiro, integrante da ong, tomou posse como suplente no segmento Universidade Estadual de Maringá.


Parabéns as novas conselheiras e muito sucesso na gestão!!!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Nenhuma a menos. Basta!!!!!!!

Sábado ocorreu o ato repudiando o feminicídio.
Nunca vi uma manifestação reunir tantas pessoas aqui em Maringá. Foi lindo, foi emocionante, foi um momento de luta, de indignação, de união e de esperança. Foram muitos sentimentos ao mesmo tempo.
Não podemos esquecer que a cada 02 horas uma mulher é morta no Brasil. Que o Brasil é o 5° pais com a maior taxa de feminicídio no mundo todo.
Mulheres são abusadas sexualmente por desconhecidos, por seus parceiros, por familiares, na rua, em casa, no rolê e até na igreja.
Mulheres são agredidas a todo minuto. São humilhadas, são menosprezadas. São desqualificadas e silenciadas, em casa, no trabalho e na rua.
Só pela manhã, eu soube de 02 mulheres da região que foram vítimas de feminicídio (nas últimas 24 horas).
Somos taxadas de loucas, grossas, exageradas, histéricas, quando discordamos e quando erguemos a voz, quando somos assertivas e quando opinamos.
Contudo, temos que continuar cobrando por políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência contra a mulher, temos que continuar exigindo das autoridades maior efetividade no cumprimento das leis. Homens não podem mais achar que não serão punidos por seus atos. Temos que continuar fazendo barulho, sim.
E, acima de tudo, temos que investir em educação, em informação, em conscientização, tanto para as mulheres se fortalecerem e denunciarem as agressões e os agressores, quanto para homens aprenderem que não somos objetos e que eles não são nossos donos. Eles não tem o direito de fazer o que bem entenderem com as mulheres.
Temos que fortalecer o movimento, e nos unir cada vez mais, não podemos mais nos calar, nem nos intimidar.
Homens, respeitem a vontade das mulheres, os corpos, o espaço. Temos o direito de sermos livres, de ir e vir em paz, sem medo.
Nenhuma a menos. Basta!!!!!!!

Texto escrito pela advogada Ana Carla Tait Romancini, pós-graduada em Direito Civil, Processual Civil e Direito do trabalhoUniversidade Candido Mendes), voluntária na Ong Maria do Ingá Direitos da Mulher.

Por Magó, por Tetê, por todas as mulheres!

A ong Maria do Ingá esteve presente no Ato ao Feminicídio realizado no dia 01/02/2020 em Maringá.
Em seu discurso, representando a entidade, a relações públicas Mariana Tait Romancini falou na transformação do medo e da indignação com os assassinatos brutais de mulheres em luta para que as mulheres tenham direito de ir e vir, de estar onde elas quiserem e de ser o que elas desejarem.
Por nenhuma a menos! Por todas nós!





sábado, 25 de janeiro de 2020

Secretária da Ong é a nova presidente do Forum Maringaense de Mulheres

Valquíria Aparecida Campião Francisco, secretaria geral da Ong Maria do Ingá - Direitos da Mulher assume a Presidência do Forum Maringaense de Mulheres para a gestão 2020-2021. Para o colegiado, também foram eleitas: Claudia Bocchi (vice-presidente), Celene Tonella, Jessica Magno, Zica Franco, Maria Madalena Dias e Tania Tait.

sábado, 11 de janeiro de 2020

Mulheres e as eleições 2020



É chegado 2020, o ano eleitoral em que teremos eleições para prefeitos (as) e vereadores (as). Novamente começam os incentivos para que as mulheres sejam candidatas, no entanto, uma análise realizada no site do Tribunal de Justiça Eleitoral com relação às eleições municipais de 2016 mostra que as mulheres eleitas estão muito aquém dos 52% que compõem a população brasileira. Somos menos que 10% de mulheres com atuação na política.
O Estado do Paraná, em especial, apresentou nas eleições municipais de 2016 um quadro de retrocesso, no qual apenas 29 prefeitas foram eleitas, menos que em 2012 ou seja apenas 7,2 dos 399 municípios paranaenses são administrados por mulheres, o que coloca o Paraná na quarta posição do Estado com menor número de prefeitas.
O quadro abaixo apresenta a quantidade de vereadoras eleitas nos maiores municípios do Paraná. Houve exceções em municípios de menor porte, como no caso de Ourizona, onde das 9 cadeiras, 5 são ocupadas por mulheres.
Quadro 01. Quantidade de vereadoras eleitas. Fonte: www.tre-pr.jus.br e www.tse.jus.br
Cidades
Nr. Cadeiras na Câmara Municipal
Vereadoras eleitas
Cascavel
21
0
Maringá
15
0
Londrina
19
1
Ponta Grossa
23
1
Guarapuava
21
2
Paranaguá
19
1
Foz do Iguaçu
15
3
Paranavaí
10
1
Curitiba
38
8

Percebe-se pelo quadro que cidades como Maringá e Cascavel, com 15 e 21 cadeiras, respectivamente não tiveram mulheres vereadoras eleitas. No caso de Maringá, durante o período eleitoral de 2018, um vereador se afastou para ser candidato e uma mulher vereadora suplente assumiu a vaga apenas no período eleitoral.
Ao se pensar na história do Paraná e na presença das mulheres na formação e organização do Estado encontram-se as mulheres do campo; mulheres negras e quilombolas; mulheres indígenas; mulheres imigrantes e mulheres que tiveram atuação política em importantes períodos históricos como na ditadura militar no Brasil de 1964 a 1985. Registra-se também a liderança em movimentos LGBTS de mulheres lésbicas e trans. Entretanto, mesmo com essa diversidade de papéis as mulheres não participaram e não participam do processo decisório e da vida política.
A força e atuação da mulher paranaense não se reflete na sua presença na política. Sequer tem-se mulheres em cargos de confiança tanto estadual como municipal. Assim, a presença da mulher é mínima, inclusive esse fato reproduz a esfera federal quem tem apenas duas ministras de estado.
A ausência das mulheres na política é reforçada, também, pelas medidas tomadas pelos próprios partidos políticos que cumprem apenas a cota de 30%, inclusive, com as candidatas chamadas laranjas que são utilizadas para receber recursos e cumprir a cota. Outro elemento que impera no Estado ainda é a existência de candidatas eleitas por herança familiar, ou seja, recebem o capital político de pais, maridos, tios etc.
Perdemos muito com a ausência das mulheres na política que, com sua experiência e compromisso poderiam contribuir muito para melhorar a vida das pessoas.
Finalmente, são indicados alguns motivos que inibem a atuação das mulheres na via eleitoral: falta de apoio familiar para as candidatas; falta de apoio partidário (financeiro, tempo de TV etc); muitas mulheres tem medo de exposição; não se sentem preparadas; priorizam carreira profissional e família; enxergam política como algo muito sujo e a política vista como campo de homens.
Independente do motivo para inibir a participação das mulheres, aumentou nas últimas eleições o número de mulheres candidatas que optaram por participar do processo eleitoral. Mas, se as mulheres são 52% da população e a maioria de eleitores, tem alguma coisa errada nesta conta que não se reflete na atuação política.
Espera-se que para 2020 o número de mulheres eleitas também aumente para que não passemos a vergonha de termos cidades com nenhuma vereadora e um Estado com número reduzido de prefeitas.

Texto escrito por Tania Tait, professora e escritora, coordenadora da Ong Maria do Ingá.