As integrantes da ONG: Valquiria Francisco e Tania Tait estiveram
presentes na 7a. Edição do Premio Dorcelina Folador. Valquiria
representou a ONG Maria do Ingá e Tania representou o Conselho da Mulher
de Maringá. O Prêmio Dorcelina foi entregue para a Casa de Nazaré. A
ong parabeniza a entidade pelos serviços prestados às mulheres. Na foto, a Presidente da Casa de Nazaré, Valderesa Soares.
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
A Participação da Mulher na Política Dificuldades no combate à violência contra a mulher
No dia 21 de novembro, no Auditório do Sinteemar, as entidades Ong Maria do Ingá Direitos da Mulher, Forum Maringaense de Mulheres e o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques se uniram para a realização do evento A Participação da Mulher na Política Dificuldades no combate à violência contra a mulher.
As professoras Vilma Garcia (APP Sindicato) e Ana Lucia Rodrigues (UEM e Observatório das Metrópolis) realizaram o debate sob o tema com a mediação da professora Eva dos Santos (professora do Estado e Presidente do Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques.
Ong na Conferência Livre A Mulher e a Cidade
A Ong Maria do Ingá participou da Conferência Livre a Mulher e a Cidade organizado pelo Conselho Municipal da Mulher com apoio do BR Cidades Núcleo Maringá, no dia 18 de novembro.
Participaram do evento: as integrantes da ONG: Ana Carla Tait Romancini, Jessica Magno, Josiane Pinheiro, Claudete Gomes, Sonia Versari, Tania Tait, Zica Franco e Valquiria Francisco. No evento foram abordados temas como a mobilidade urbana e a ocupação do território sob o ponto de vista das mulheres.
Fotos: Valquiria Francisco
Participaram do evento: as integrantes da ONG: Ana Carla Tait Romancini, Jessica Magno, Josiane Pinheiro, Claudete Gomes, Sonia Versari, Tania Tait, Zica Franco e Valquiria Francisco. No evento foram abordados temas como a mobilidade urbana e a ocupação do território sob o ponto de vista das mulheres.
Fotos: Valquiria Francisco
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Aprova a utilidade pública municipal para a Ong Maria do Ingá
Aprovado, hoje, 15 de outubro, no dia do professor e da professora, a concessão de utilidade pública municipal para a Associação Maria do Ingá Direitos da Mulher.
O projeto é de autoria dos vereadores Carlos Mariucci e Mário Verri, a quem agradecemos a iniciativa e o apoio. Agradecemos, também, aos demais vereadores pela aprovação do projeto.
"A concessão do título de Utilidade Pública a entidades, fundações ou associações civis significa o reconhecimento do poder público de que as instituições, em consonância com o seu objetivo social, são sem fins lucrativos e prestadoras de serviços à coletividade".
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Integrante da Ong é eleita Conselheira Tutelar de Maringá
A integrante da Ong Maria do Ingá, a assistente social Sonia Versari foi eleita como conselheira tutelar em Maringá.
O trabalho do Conselho Tutelar é importante para proteger nossas crianças e adolescentes assegurando uma vida plena e feliz e cumprir o Estatuto da Criança e Adolescente.
Para a rede de atendimento às mulheres em situação de violência esse trabalho se torna primordial visto que, na grande maioria dos casos, a violência contra a mulher atinge as crianças e os adolescentes.
Desejamos parabéns para a Sonia e que realize um excelente trabalho como conselheira tutelar.
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Ong na Escola Maria Goretti em Maringá
Na noite de 19/09, as integrantes da Ong Maria do Ingá. Nice Gonçalves,
Jessica Magno e as professoras doutoras Maria Madalena Dias e Josiane
Pinheiro estiveram na Escola Maria Goretti, tratando sobre o tema
violência contra a mulher com alunos e alunas do curso de Técnico de
Enfermagem. Na reunião, também, foram abordadas as estatísticas
assustadoras de violência contra a mulher.
domingo, 1 de setembro de 2019
Integração de ações para sanar as dificuldades na aplicação da Lei Maria da Penha
A Roda de Conversa Dificuldades na
aplicação da Lei Maria da Penha realizada pela Ong Maria do Ingá Direitos da
Mulher, na data de 28 de agosto, trouxe reflexões relevantes para a atuação no
combate a violência contra a mulher.
O evento contou com as presenças da
Delegada da Mulher Dra Luana Louzada Pereira Lopes, da Secretária da Mulher
Claudia Palomares, da Promotora Dra. Carla Cristina Castner Martins, do Juiz da
5 Vara da violência Doméstica Dr. Jaime Souza Pinto Sampaio e da Profa Dra
Crishna Correa (Numape-UEM) com mediação da advogada Ana Carla Tait Romancini.
A combinação aumento no registro de casos
de violência combinada com a maior busca nas delegacias da Mulher leva a
indagação se a violência aumentou ou se as mulheres se sentem mais fortalecidas
para denunciar o agressor e as agressões sofridas. Para as autoridades
envolvidas na rede de enfrentamento a violência, é uma combinação das duas
situações, a violência aumentou e ao mesmo tempo as mulheres se sentem mais
seguras para denunciar as agressões sofridas.
Segundo o Juiz Dr Jaime Sampaio, de cada
10 mulheres, 4 sofreram algum tipo de violência, a qual começa com violência
verbal e vai aumentando até seu final trágico, o feminicídio. Para ele, é
necessário que as mulheres busquem ajuda para que o Estado se movimente pois o
Estado está preparado para atender as mulheres. Segundo ele, a violência não é
apenas cíclica, mas também espiral pois vai aumentando a cada ação do agressor,
colocando a mulher em perigo. Para o Juiz, também, houve aumento das denúncias
mas, também, o aumento da violência.
A promotora Dra Carla destacou a violência
psicológica que é invisível e sutil. Dentro de um relacionamento tóxico e
abusivo, segundo a promotora, muitas vezes a mulher não se percebe como vítima
de violência e ocorre a estagnação pelo medo e tensão tornando a mulher à mercê
do agressor. Tanto o Juiz como a promotora informam que ocorre poucos casos de
registro de violência psicológica. Mesmo estando caracterizado como crime e
previsto na Lei Maria da Penha, em seu artigo 7, as mulheres raramente
denunciar esse tipo de violência.
Para a Delegada da Mulher, Dra Luana
Louzada a violência doméstica é diferente de outros crimes pois abrange a
família, os filhos, pais e mães e os bens. A violência ocorre entre pessoas que
se conhecem, pessoas que tem uma história de vida. Por isso é tão difícil a
vítima procurar ajuda e ir a uma Delegacia da Mulher. A Delegada informa que
tanto os registros de ocorrência como as medidas protetivas dobraram de valor
de 2017 para 2019. Até julho de 2019, foram mais de 1500 boletins de ocorrência,
praticamente o mesmo número de 2017 inteiro. A expectativa é que, infelizmente,
esse número dobre até o final do ano de 2019. Para ela, a vítima não se
consegue perceber como vítima pois existem muitas formas de controle social na
vida das mulheres.
A Secretária de Políticas para Mulheres de
Maringá, Claudia Palomares considera que falta equipamento político e que
precisamos nos unir cada vez mais pois a violência atinge as mulheres em todas
as classes sociais, independe da cor, da raça e de anos de estudo. As mulheres
não se sentem protegidas mesmo com a rede de atendimento funcionando. Em Maringá
tem uma rede de atendimento com o CRAMM – Centro de Referência as Mulheres em situação
de violência, a Caso Abrigo para abrigar mulheres com risco de morte e a Patrulha
Maria da Penha. A Secretaria busca promover, também, a autoestima das mulheres
com projetos como o Projeto Florirá com cursos para geração de renda.
A Professora Dra Crishna Correa, do
NUMAPE-UEM destacou a existência do machismo e do patriarcalismo como forma de incentivar
a violência ao considerar o corpo da mulher à disposição dos homens. Portanto,
em sua opinião é preciso educar as pessoas, resolver o problema do machismo estrutural,
falar de gênero e do papel do machismo nas escolas. De acordo com ela, de
fevereiro de 2018 a fevereiro de 2019, 1 milhão e seiscentas mil mulheres
sofreram violência, 72% destas conheciam o agressor e 42% sofreram violência
doméstica e familiar. A professora afirma que há uma omissão sistemática por
política pública e se for observar o orçamento, são gastos 0,25 centavos por
mulher em situação de violência ou apenas R$ 4.000 (quatro mil reais) por
município se for dividir entre os municípios brasileiros. 11% dos municípios
tem Delegacia da Mulher, funcionando em horário comercial e fechado em finais
de semana e feriados. Ela destaca, também, que as mulheres lésbicas, portadoras
de deficiência e negras são consideradas
mais vulneráveis pois o investimento do Estado é muito aquém do necessário.
Para a mediadora do debate, a advogada Ana
Carla Tait Romancini, um evento como a Roda de Conversa ao trazer as
autoridades envolvidas com a aplicação da Lei Maria da Penha, contribui para maior
integração dos serviços e busca na solução dos problemas detectados em cada ponta
da rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Segundo ela, pelo
trabalho que realizou em 2017, havia dificuldades para atendimento as medidas
protetivas as quais foram sanadas com punição mais severa ao agressor que as
descumpria.
A partir das explanações das autoridades e
das indagações e comentários do público presente, podem ser destacados algumas
ações que deveriam ser realizadas:
·
a
necessidade de discutir o machismo estrutural, o patriarcalismo e o gênero nas
escolas, para que as crianças e jovens aprendam a não perpetuarem a situação de
violência;
·
a
necessidade de uma atuação conjunta e multidisciplinar, envolvendo várias áreas
como psicológica, assistência social, direito, entre outras, em parcerias com
universidades públicas e privadas;
·
a
criação de projetos que visem a modificação do comportamento dos agressores;
·
fortalecer
os projetos que promovam a autoestima das mulheres e seu empoderamento para
denunciar casos de violência;
·
fortalecer
a integração entre os órgãos de atendimentos às mulheres em situação de
violência;
·
divulgar
informações sobre a rede de atendimento às mulheres em situação de violência;
·
informar
as mulheres sobre os tipos de violência contemplados na Lei Maria da Penha.
Ao final, o evento foi considerado de
extrema relevância para as pessoas presentes e solicitado que ocorram mais
ações para informar e conscientizar as mulheres, fortalecendo o combate à
violência contra a mulher.
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