Hoje na sessão da Câmara de Vereadores, as integrantes da Ong Maria do Ingá, Valquiria Francisco e Tania Tait estiveram acompanhando a votação da recomposição do Conselho Municipal da Mulher de Maringá. Agradecemos a colaboração dos vereadores Ulisses Maia, Humberto Henrique, Manoel Sobrinho e Mario Verri. Na sessão também os representantes das entidades sindicais APP-Sindicado, prof. Vilma; do Sindarpens e do Sinteemar, Jose Maria apresentaram sobre a greve e a situação do funcionalismo público estadual.
Na foto: Valquiria Francisco, Tania Tait e Iraídes Bapstistoni, Presidente do Sismmar.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
VIII Café, Mulheres e Política
O evento VIII( Café, Mulheres e Política organizado pela Ong Maria do ingá-Direitos da Mulher acontecerá nos dias 11 e 12 de março, no Auditório do Sinteemar. Em sua oitava edição, o evento conta com parceria
de entidades sindicais (CUT Regional Norte Novo, Sinteemar, Sismmar, Sindaen, APP Sindicato), com o Setorial de Mulheres do PT e UEM.
Programação do VIII Café, Mulheres e Política:
11/03 – 19 h – As mulheres e o sistema político
brasileiro. Palestrante: Rosane Silva
– Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT.
12/03 – 19:30 h – Direitos das Mulheres e a
legislação brasileira.
Palestrante: Gleisi
Hoffmann - Senadora
O evento é gratuito e contará como atividade acadêmica complementar, com projeto pela UEM.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Inaugurada a primeira Casa da Mulher Brasileira
Em Campo Grande, MS, a presidenta Dilma Rousseff, a ministra de Políticas para as Mulheres , Eleonora Menicucci, outras seis ministras e ministros de estado, e a própria Maria da Penha Maia Fernandes, mulher-simbolo da luta pelo fim da violência contra a mulher, na cerimonia de inauguração da primeira unidade da Casa da Mullher Brasileira. Grandioso passo para concretizar uma política nacional de humanização e apoio integral `as mulheres em situação de violência domestica e familiar. “As próximas Casas serão inauguradas em Brasília e Curitiba", disse Eleonora Menicucci em seu pronunciamento, e isso se acontecera dentro das metas do programa “Mulher, Viver Sem Violencia”.
Mais informações sobre a Casa da Mulher Brasileira, acesse: www.spmulheres.gov.br
Mais informações sobre a Casa da Mulher Brasileira, acesse: www.spmulheres.gov.br
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Palestra "Direitos da Mulher"
No dia 10/12, Dia Internacional dos Direitos Humanos, as integrantes da ong Maria do Ingá, as professoras Tania Tait e Zica Franco estiveram em Apucarana, a convite da Secretaria da Mulher. A prof. Tania Tait ministrou a palestra "Direitos da Mulher" dentro das programações do evento" 16 dias de ativismo pela não violência contra a mulher". Momento emocionante proporcionado pelos alunos de uma escola municipal que fizeram uma paródia de uma música com o tema Fim da Violência contra a Mulher.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
25 de Novembro: Dia Internacional pela Não Violência contra a Mulher
Todo ano são realizadas diversas atividades no Dia Internacional pela Não
Violência contra a Mulher que culmina, em todo mundo, com os 16 dias de
ativismo pelo fim da violência. Esse movimento pela não violência é realizado
tanto pelo setor público como por entidades da sociedade civil organizada. No
entanto, a despeito de tantos esforços, a violência contra a mulher em todo o
mundo continua em níveis alarmantes.
No dia 21/11, a OMS – Organização
Mundial da Saúde divulgou dados de um estudo que mostra que:
uma em cada três mulheres no mundo é
vítima de violência conjugal;
em todo o mundo, entre 100 milhões e
140 milhões de mulheres jovens e adultas sofreram mutilações genitais, e cerca
de 70 milhões de meninas se casaram antes dos 18 anos, frequentemente contra a
sua vontade,
e 7% das mulheres correm risco de ser
vítimas de estupro ao longo da vida.
Tanto a OMS como a ONU (Organização das Nações Unidas), preocupados com
a violência contra a mulher cobram, dos países, iniciativas que combatam esse
crime considerado crime de direitos humanos.
No Brasil, iniciativas como o Disque 180 do Governo Federal e a Lei
Maria da Penha, promulgada em 2006, entre outras ações tem como propósito
auxiliar as mulheres vítimas de violência. Campanhas como Laço Branco - Homens pelo fim da violência contra a
mulher, Disque 180 – Nós Ligamos, entre outras procuram engrossar a fila das campanhas
em prol do fim da violência contra as mulheres.
A despeito de todo esse aparato de proteção, a violência contra
as mulheres segue vitimando milhares de brasileiras. Dados da Central de
Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres
da Presidência da República (2014) apresentam que 77% das mulheres em situação de violência
sofrem agressões semanal ou diariamente.
Nos primeiros seis meses de 2014, o
Ligue 180 realizou 265.351 atendimentos, sendo que as denúncias de violência
corresponderam a 11% dos registros – ou seja, foram reportados 30.625
casos. Em 94% deles, o autor da agressão foi o parceiro, ex ou um familiar da
vítima. Os dados mostram ainda que violência doméstica também atinge os filhos
com frequência: em 64,50% os filhos presenciaram a violência e, em outros
17,73%, além de presenciar, também sofreram agressões.
Entre os tipos de violência
informados nos atendimentos realizados pelo Ligue 180, os mais recorrentes
foram a violência física (15.541 relatos); seguida pela psicológica (9.849
relatos); moral (3.055 relatos); sexual (886 relatos) e a patrimonial (634
relatos).
Ao tipificar os tipos de violência,
incluindo a violência psicológia, moral, sexual e patrimonial, a lei mostra a
verdadeira face da violência contra a mulher que não se mostra além dos
hematomas no corpo, ferindo sua dignidade como pessoa e cidadã.
A Rede de Atendimento as Mulheres
Vítimas de Violência procura dar atendimento as mulheres de forma integral,
entretanto, os movimentos organizados de mulheres em todo o Brasil, denunciam
sistematicamente a falta de integração dos serviços e a precariedade de
infra-estrutura e de pessoal capacitado para atender as mulheres vítimas de
violência e as dificuldades das mulheres de cidades de pequeno porte que não
dispõem de nenhum tipo de atendimento, seque de Delegacia da Mulher.
O Programa lançado pelo Governo
Federal, Casa da Mulher Brasileira visa, entre outros objetivos, sanar essa
lacuna, colocando todos os serviços de atendimento a mulher em um único local.
No Paraná, a Casa da Mulher Brasileira está sendo construída em Curitiba, que
inclusive figura como o terceiro Estado em violência contra a mulher.
Iniciativas governamentais e a
presença da sociedade civil organizada possuem como objetivo único combater
sistematicamente a violência contra a mulher e dar um basta na violência que
fere os direitos humanos.
Por sua vez, a sociedade não pode se
eximir de sua responsabilidade. Ao fazer de conta que a violência não existe ou
não é problema, a sociedade permite que, cada vez mais, mulheres sejam
assassinadas e os assassinos saiam impunes de qualquer tipo de crime de
violência.
Ao se tratar de uma questão cultural,
muitos homens se sentem dono do corpo e da alma da mulher, podendo dispor dela
como lhe convém. Torna-se, dessa forma, primordial que eduquemos nossas
mulheres e nossos homens, nossas crianças e jovens para o respeito mútuo e pela
não violência contra a mulher ou qualquer outro tipo de violência e pelo
combate firme contra o preconceito e o machismo que leva a violência contra a
mulher.
Não se pode mais silenciar diante da
violência contra a mulher. Nem todo o aparato legal, policial e governamental
fará sentido, se ficarmos fazendo de conta e reproduzirmos internamente, aquela
máxima antiga de que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”.
Temos que nos mobilizar
constantemente antes que mais vidas sejam ceifadas em nome de um “suposto amor”
que mata nossas mulheres. Devemos ter sempre em mente que “quem ama, não mata,
respeita!”
domingo, 14 de setembro de 2014
A invisibilidade da mulher candidata nas eleições
Histórica e estatisticamente,
as mulheres eleitas aos cargos políticos, em sua maioria, são oriundas de
famílias de políticos e herdam os votos de pais, maridos, irmãos etc.
Recentemente, algumas poucas mulheres, originárias de movimentos sociais, têm
sido eleitas.
Nas eleições de 2012, segundo
dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foram eleitas 657 prefeitas (11,84%
do total) e 7.630 vereadoras, que representam apenas 13,32% dos eleitos. Nas
eleições de 2010, quando a presidente Dilma Roussef se tornou a primeira mulher
a assumir a Presidência do Brasil, apenas duas governadoras foram eleitas,
entre os 26 estados brasileiros.
A pouca presença da mulher na
política foi, inclusive, ressaltada no relatório de Desenvolvimento Humano de
2014 das Nações Unidas, no qual o Brasil ocupa 85º lugar no item Desigualdade
de Gênero, dentre 149 países analisados. Ou seja, apesar de sermos 52% de eleitoras
e termos a Presidenta da República, nosso país ainda é marcado por grandes
desigualdades e discriminação contra as mulheres.
Ao analisar a situação da
mulher brasileira nos deparamos com uma enorme contradição: somos presidenta,
ocupamos cargos de direção e chefiamos famílias, no entanto, sofremos
violências e abusos no trabalho, no lar e nas ruas. Isso demonstra claramente a
postura machista e discriminatória reinante no nosso Brasil.
Ao chegar na disputa
eleitoral a situação da mulher candidata se torna ainda mais complexa, alvo de
piadinhas de mau gosto ou de olhares de desdém, as mulheres tem que provar a
todo instante que não estão brincando e que tem propostas sérias e qualificação
para ocupar os cargos que pleiteiam. Internamente, em suas coligações
partidárias, as mulheres são desprestigiadas e colocadas apenas para
cumprimento das cotas de 30% e se espera delas que atuem como candidatas
laranjas, ou seja, que emprestem seus nomes e fiquem em casa.
Reflita e pense nas
candidatas da sua cidade, quantas aparecem, como são tratadas na imprensa ou
melhor, se são mencionadas na imprensa. Tem cidades em que se vê nitidamente
que a candidata mulher vinculada a família de políticos tem espaço na mídia
impressa ou digital a todo instante, enquanto as demais tem de realizar
atividades mirabolantes para ter algum destaque e algumas são tratadas como se não
existissem.
Mas, a mulher está acostumada
a desafiar e a vencer a invisibilidade. Vamos ver a nossa história enquanto
mulheres:
Trancafiada como rainha do
lar por séculos, tendo sua atividade de tarefas domésticas totalmente
menosprezada, agora se torna visível quando tem a possibilidade de
aposentadoria de dona de casa.
A mulher teve sua saúde e seu
corpo tratados de forma invisível até que por força das próprias mulheres,
surgiram os programas de saúde integral da mulher e, descobriu-se também que a
mulher casada podia ter prazer sexual e não apenas reprodutivo.
Para a mulher a sociedade
destinou os papéis de mãe e cuidadora, no entanto quando deseja ter outras
funções, a sociedade desconfia de sua capacidade, como pilotar aviões, por
exemplo. E a mulher foi lá e provou que é capaz.
E a situação da violência
contra a mulher, antes restrita aos lares, sob a regra de que em briga de
marido e mulher ninguém mete a colher, a violência saiu do âmbito privado e se
tornou alvo de políticas públicas e de leis que coíbem e punem o agressor de
mulheres.
E aí chegamos na política,
mais uma vez “invisíveis” em um mundo dominado por homens. Nossos problemas
foram invisíveis no lar, no mundo do trabalho, na escola e nas ruas. Agora
sabemos propor soluções para nossos problemas, queremos escola em tempo
integral, queremos saúde integral em todos os ciclos de nossas vidas, queremos
desenvolvimento sustentável, queremos o fim da violência contra a mulher e de
toda a forma de discriminação, queremos ser respeitadas e tratadas como cidadãs
que podem contribuir muito para melhorar ainda mais a vida das pessoas.
Temos conosco a nossa
história de superação como mulheres em todas as áreas e temos força suficiente
para plantar sementes que florescerão a ponto de que nossas mulheres quando
tiverem vontade de ser candidatas, não mais serão vistas como “laranjas”, mas
sim como mulheres que tem muito a contribuir para o fortalecimento da nossa
democracia e para a sociedade brasileira.
E, podemos começar, agora, a
fazer a diferença!
· Tania
Tait, maringaense, candidata a deputada estadual, professora universitária, escritora,
doutora em engenharia de produção, coordenadora licenciada da ong Maria do
Ingá-Direitos da Mulher e do Forum Maringaense de Mulheres.
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