terça-feira, 4 de junho de 2019

O elo entre um jogador de futebol e um DJ: a violência contra a mulher


Detentores de duas profissões distintas na sua atividade mas iguais em promoção e contato com público, um jogador de futebol e um DJ protagonizaram nessa semana uma situação, infelizmente, corriqueira na sociedade brasileira: a violência contra a mulher.
Sem entrar no mérito da justiça que se encarrega de apurar os fatos para inocentar ou culpar as pessoas envolvidas, o fato gritante é que, mais uma vez, as relações amorosas se tornam palco de discórdia e violência.
Mais uma vez, homens partiram para o ataque covarde contra as mulheres pois certamente são fisicamente mais avantajados que as mesmas e podem dispor dessa força física. Tristemente, mais um homem jovem agride sua companheira, tenta mata-la e se suicida depois da violência praticada.
Os dois jovens protagonizaram duas situações de violências distintas mas que envolveram relacionamento íntimo entre homens e mulheres.
A história se repete e as pessoas tecem críticas às mulheres. Estejam mortas ou vivas, machucadas ou não, as mulheres constantemente são taxadas de vagabundas, aproveitadores, entre outros impropérios na tentativa de desqualificar a vítima mulher e transforma-la em culpada do ato violento que elas sofreram.
Independente do resultado da apuração da situação de violência pela polícia, os danos são imensos: vidas são perdidas, profissões abaladas e famílias destruídas.
Num país como o Brasil em que as mulheres sofrem violência de todo tipo, em qualquer lugar, seja em casa ou na rua, parece que a violência se banalizou, a despeito de existirem leis mais rigorosas como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminícidio.
O machismo enrustido, certamente, é o fator motivador para tanta violência visto que considera que a mulher seja propriedade do homem, desde que nasce.
O que impressiona é que, quando a violência contra a mulher acontecia nas gerações mais antigas era entendido pelo fato da ignorância e da formação da sociedade que dava aos homens o controle sobre as mulheres.  No entanto, com o passar das décadas e a presença forte da mulher no mercado de trabalho e na formação educacional, a situação mudou e as mulheres passaram a ser protagonistas de suas vidas. Assim, se pensava que a postura machista ficaria no século passado.
Mas, não foi o que aconteceu. Homens jovens estão agredindo e matando suas companheiras como se elas fossem suas propriedades. Talvez um estudo psicológico pudesse auxiliar no que acontece com essa nova geração de homens que, a princípio, foi criada sem entender o significado da palavra “Não”. Portanto,  ao ouviram “não” de uma mulher, alguns homens agem como agiam seus antepassados.
O Brasil vinha crescendo em civilidade a partir do cumprimento da Constituição Federal, corretamente chamada de “Constituição Cidadã” que prega, inclusive que “mulheres e homens são iguais em direitos e obrigações”.
Também, tem algo muito errado nesse país que, de uns tempos para cá, começou a cultivar o ódio, que se espalha pelas ruas, pelas casas, pelas escolas...parece que as pessoas estão perdendo a noção do certo e do errado.
Faz-se necessário um retorno ao equilíbrio. Não se pode permitir a barbárie que está tomando conta do país.
Texto publicado pela professora Tania Tait em www.taniatait.com.br, de 04/06/2019.


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Reforma da Previdência aumenta a pobreza no país


Muito se tem discutido contra e a favor da Reforma da Previdência apresentada pelo governo federal.  A desconfiança é justificada visto que pairam dúvidas sobre a real situação da previdência, sobre a situação dos trabalhadores e trabalhadoras do país e sobre a situação das mulheres no mundo do trabalho.
Na audiência pública sobre a Reforma da Previdência, realizada na Câmara de Vereadores de Maringá, no dia 31/05/2019, as dúvidas foram sanadas e as suspeitas foram confirmadas,  pois a reforma da previdência proposta fere os direitos fundamentais do ser humano de ter uma velhice digna.
A Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 193 trata da ordem social: “a ordem social tem como base o primado do trabalho, o bem-estar e a justiça social.” Para o funcionamento da ordem social faz-se necessário a integração do tripé seguridade social, saúde e previdência social, todos tratados de forma completa e integrada na Constituição.
Os pontos principais tratados na Audiência Pública indicam que por trás da reforma, está a mudança do sistema de previdência social, promulgado na Constituição de 1988 bem como da saúde e da seguridade social, que vem sendo modificadas na sequência de propostas governamentais. Essas propostas do governo ferem a dignidade humana garantida constitucionalmente e realizadas por programas de políticas públicas governamentais ao longo das décadas.
O primeiro ponto abordado, nesse sentido, é o ataque à Constituição embutido no projeto de reforma do governo. Alia-se a isso, o sistema de capitalização proposto que retira a participação solidária do Estado e das empresas e deixa a relação individual entre a pessoa e o banco.
Não é apenas o tempo de contribuição e idade mínima para aposentadoria que está em jogo e sendo modificado. Com a proposta do governo modifica-se o próprio sistema da previdência social que passará a ser regida pelos bancos, caso seja aprovada no Congresso Nacional.
Num país em que mais de 62% da população se aposenta com um salário mínimo, em que as mulheres são as que mais recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) pela não permanência constante no mercado formal de trabalho durante sua vida laboral, em que trabalhadores e trabalhadoras rurais se aposentam, em sua maioria, com um salário mínimo, uma reforma nos moldes apresentados criará uma legião de idosos mais empobrecidos. Além disso, ressalte-se que muitas famílias em situação de pobreza e em época de desemprego contam apenas com as aposentadorias dos idosos.
A proposta da reforma da previdência além do tempo de contribuição e idade amplamente divulgados na mídia, traz no seu bojo pontos como: o aumento da contribuição e idade de professores do ensino médio e fundamental, a redução da pensão por morte; o fim do BPC; a proposta de uma renda mensal de R$ 400,00 para idosos entre 60 e 69 anos e salário mínimo para acima de 70 anos; (atualmente a BPC é para idosos de baixa renda a partir dos 65 anos); invalidez por doença passa a ser 60% da média salarial; serão necessários 40 anos de contribuição para receber 100% da média salarial dos últimos 20 anos.
Em termos econômicos temos, no país, pequenas cidades e pequenos comerciantes que sobrevivem graças aos recebimentos dos aposentados para a manutenção de seus negócios. Portanto, reduzir as políticas sociais do tripé da ordem social implica em queda de arrecadação e maior pobreza para os pequenos municípios brasileiros.
A reforma da previdência do governo Bolsonaro, portanto, não significa apenas a mudança no tempo de contribuição e de idade, vai além e compromete o tripé seguridade social, saúde e previdência social garantido pela Constituição garantido aos brasileiros e as brasileiras.
Por fim, a pergunta que não quer calar, se a previdência está falida como afirmam as propagandas do governo: Por que o governo perdoou dívidas gigantescas de empresas que devem bilhões ao INSS?
Texto assinado  pelas professoras Maria Madalena Dias e Tania Tait.

domingo, 19 de maio de 2019

Ong realiza Encontro Maria do Ingá




Realizou-se no sábado, 18/03,  o Encontro Maria do Ingá com convidadas interessadas em participar da ong Maria do Ingá e conhecer as atividades realizadas. A partir do Encontro novas integrantes farao parte da ong.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ong Maria do Ingá presente no aniversário de Maringá 72 anos

Neste dia 13 de maio, realizou-se o desfile pelo aniversário de Maringá que homenageou as mulheres pioneiras. No evento o Conselho Municipal da Mulher, a Secretaria da Mulher e diversas entidades se organizaram na ala das mulheres.
A ong Maria do Ingá se fez presente com participação no desfile com as representantes Tania Tait (presidente do Conselho da Mulher), Valquiria Francisco, Jessica Magno, Zica Franco e Maria Madalena Dias. 










domingo, 28 de abril de 2019

Nota de repúdio a fala do presidente sobre as mulheres e o turismo sexual


A Ong Maria do Ingá-Direitos da Mulher vem a público manifestar repúdio e indignação sobre a fala do presidente que declarou em café da manhã com jornalistas que: “o Brasil não pode ser paraíso do mundo gay, se quiser vir fazer sexo com mulher fica a vontade”.  A fala do presidente estimula a exploração e desqualifica a mulher brasileira, como se colocasse as mulheres à disposição de estrangeiros pra vir e fazer o que quiser.

Nós mulheres, somos 52% da população brasileira, chefes de família, temos mais anos de estudo que os homens e atuamos em todos os setores produtivos. Não podemos permitir que nos desqualifiquem e que nos coloquem como objeto de exploração sexual.

O Brasil tem elevados índices de exploração sexual de meninas e mulheres, fortalecidas e ligadas ao turismo sexual e ao tráfico de pessoas.Um governo sério deve tomar medidas para proteger sua população e impedir que seja submetida à exploração de qualquer tipo. Um governo sério deve propor desenvolvimento economico e geração de emprego e renda para que a população possa ter uma vida digna e com qualidade. 

O turismo é bem vindo! A exploração sexual não é bem vinda!

ONG na Conferência Municipal de Políticas Públicas Urbanas

As integrantes da ong Valquiria Francisco e Tania Tait (como delegadas) e Jessica Magno (como observadora) participam da Conferencia Municipal de Políticas Públicas Urbanas. A Conferência aconteceu no sábado dia 27, das 8 as 18 hs, na Câmara Municipal de Maringá e no Instituto Estadual de Educação.
Foram discutidas 10 alterações do Plano Diretor do Município ligadas a zoneamento, expansão e supressão de vias e prazos para documentação.
A participação da população no plano diretor do município é importante na medida em que trata a mobilidade urbana e qualidade de vida. Para a Ong Maria do Ingá a discussão se torna primordial ao abordar a presença da mulher no espaço urbano e rural.



Na segunda-feira, dia 29/04 está marcada a realização da 1ª Audiência Pública da Revisão do Plano Diretor do município. A Audiência acontecerá na Câmara Municipal de Maringá.




segunda-feira, 15 de abril de 2019

ONG Maria do Ingá participa de evento sobre saúde do trabalhador e da trabalhadora

A secretária Valquiria Francisco, representante da ONG Maria do Ingá no Conselho Municipal de Saúde e no Conselho da Mulher participou do VI Ciclo de Debates em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora promovido pelo CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) realizado no último dia 11 de abril. No evento foram discutidas e traçadas estratégias para o desenvolvimento de ações de saúdo do trabalhador e da trabalhadora no município no que diz respeito ao SUS e ao controle social. As propostas serão encaminhadas para a 12. Conferência Estadual de Saúde e buscam fortalecer o CISTT (Comissão Intersetorial em saúde do trabalhador e da trabalhadora).